Como a Covid-19 está acelerando a transformação digital do varejo automotivo brasileiro

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Para além do rastro de impactos sociais e econômicos que a Covid-19 tem deixado em todo o mundo, a pandemia também está mostrando o que o varejo automotivo se negou a reconhecer nos últimos anos: que o processo de compra e venda de um veículo migrou para o digital. 

O vírus, como qualquer crise, apenas sublinhou essa necessidade e, agora, tem contribuído para acelerar a transformação digital do varejo automotivo. Nos últimos meses, revendedores, concessionárias e montadoras estão correndo para se adaptar ao novo cenário.

Os indícios disso estão nos resultados da pesquisa Brazil Dealership Benchmark, realizada pela AutoForce entre os dias 15 de abril e 17 de maio de 2020.

O estudo abrangeu 227 empresas do varejo automotivo brasileiro, classificadas de acordo com o porte: micro e pequenas empresas (até 49 funcionários), médias empresas (de 50 a 99 funcionários)  e grandes empresas (100 ou mais funcionários).

A pesquisa avaliou não apenas os impactos diretos da pandemia e do isolamento social no funcionamento e nos resultados das empresas, mas também a percepção dos profissionais sobre o momento, como as lideranças têm reagido e as perspectivas para o futuro.

Segundo a pesquisa, 92% das empresas do varejo automotivo brasileiro passaram a utilizar recursos digitais durante a Covid-19.

Atendimento, negociação e vendas estão ocorrendo no ambiente on-line. 

No entanto, mesmo que a digitalização esteja se espalhando no varejo, a pesquisa também indicou que a maior parte dos revendedores automotivos não compreende exatamente a transformação digital e ela impacta seus negócios. A percepção ainda tem se limitado ao âmbito operacional.

Mas os insights trazidos pela pesquisa não se esgotam aqui.

Neste post, você encontrará 5 respostas sobre a transformação digital do varejo automotivo brasileiro que foram encontradas nesta pesquisa.

Se desejar, você pode fazer download da pesquisa diretamente clicando no banner abaixo:

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Quem são os respondentes?

A principal motivação desta análise é fornecer insights, principalmente quantitativos, sobre os impactos da Covid-19 na operação comercial de venda de veículos, orientações sobre como as empresas estão se adaptando e quais as perspectivas para os próximos meses.

Nesta primeira edição, participaram 227 profissionais do varejo automotivo, distribuídos entre os principais tipos de operação: concessionárias e grupos de concessionárias, lojas de veículos, autopeças e multimarcas. 

Quanto à participação por região, metade dos respondentes da pesquisa se concentra nas regiões sudeste e sul, principalmente nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina.

A maior parte dos respondentes ocupam cargos de decisão nos setores administrativo e comercial: são proprietários, gerentes ou supervisores do gênero masculino (79%) e idade entre 35 e 54 anos (56%).

5 respostas sobre a transformação digital no varejo automotivo

1. Redução nas vendas

Os revendedores de automóveis, em sua maioria, não estavam preparados para a retirada da experiência no showroom físico do processo de venda de um veículo. 

Sem as visitas às loja, muitos ficaram reféns de uma migração forçada para o digital e passaram a correr em busca de ferramentas on-line para mitigar os efeitos do isolamento.

Antes da crise, podemos perceber que, para a maioria das empresas participantes da pesquisa, a venda pela internet ou a organização do processo de transformação digital não apareciam na lista dos 5 principais desafios organizacionais. 

No topo da lista ainda estavam questões operacionais, como aumento nas vendas, na rentabilidade e no atendimento aos clientes, apesar de a maioria dos respondentes comercializar mais de 100 veículos por mês. 

Durante os últimos dois meses, no entanto, as empresas respondentes amargaram um impacto de 70% a 80% nas vendas de veículos.

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2. Negociação online

É notório que a pandemia e o isolamento social trouxeram mais atenção ao uso de recursos digitais. Para a maior parte dos respondentes da pesquisa, o digital passou a ser essencial para manter as portas abertas, gerar valor e sobreviver durante a crise.

Mas essa não era a realidade antes da crise. A maior parte dos respondentes possuía um investimento em digital bem limitado, centralizado em ações nas redes sociais, sites e campanhas de publicidade on-line. Geralmente o orçamento de marketing era distribuído, também, em ações em mídia offline.

Em média, o investimento em digital variava entre R$ 2 mil e R$ 6 mil por mês antes da crise.

Com a pandemia, no entanto, cresceu o uso da ferramentas digitais e o resultado destas em vendas.

92% das empresas respondentes afirmam que passaram a utilizar recursos digitais na crise. Para mais de 50% dos respondentes, o uso de ferramentas, como atendimento via chat e WhatsApp, resultou em vendas.

3. Trabalho remoto

Outro impacto da Covid-19 foi no âmbito profissional. 

A maior parte dos profissionais respondentes sofreu com a redução de salários e o deslocamento para o home office, principalmente as equipes comerciais, administrativas e de vendas. 

As demissões também aconteceram, com redução média de até 50 funcionários nas empresas respondentes.

4. Novos modelos 

Com a crise, as empresas também passaram a redefinir prioridades. Impressiona, no entanto, a conscientização que a pandemia trouxe para o setor.

Acima da redução de custos, as lideranças estão considerando como prioridade a revisão do modelo de negócios, principalmente relacionada à digitalização do processo de venda.

Não à toa o atendimento online e o posicionamento digital também surgem na lista das cinco prioridades das empresas durante a crise.

5. Recuperação a longo prazo

Por fim, percebemos também que a curva de retomada do varejo automotivo poderá demorar um pouco para se concretizar.

Além da instabilidade econômica e operacional gerada pela Covid-19, as empresas ainda precisarão enfrentar a transformação digital. Esta é pouco compreendida pelos profissionais.

A cautela em relação ao futuro se traduziu, inclusive, no tempo previsto pelos respondentes para a recuperação. Para a maior parte deles, o setor levará até 2 anos para chegar ao patamar das vendas pré-crise.

Conclusão

Conseguirá um setor com mais de um século sobreviver à Covid-19 e se adaptar ao novo normal? Afinal, o que será esse novo normal?

Não sabemos. Como falamos no início deste estudo, ainda é cedo para tentar falar em futuro. Principalmente quanto ainda precisamos saber como sobreviver ao agora.

No entanto, os dados que coletamos sem dúvida indicam que o varejo automotivo precisará fazer um grande esforço para se adaptar e oferecer uma nova experiência ao consumidor. Como as vendas mostraram, temos consumidores querendo comprar carros — a diferença, agora, é como eles querem comprar.

Estamos orgulhosos de que a AutoForce esteja na vanguarda em tornar soluções digitais mais acessíveis ao varejo automotivo. Hoje, contribuímos para que os concessionários criem a jornada digital de venda de veículos desde o primeiro contato até a finalização da compra. 

Aqui estão algumas das soluções de destaque que oferecemos:

  • Plataforma CMS: com o Autódromo, a concessionária pode criar e gerenciar todo o conteúdo de ofertas, banners, preços, imagens dos veículos das páginas  de forma totalmente autônoma;
  • Showroom digital, landing pages e portais: a concessionária também conta com layouts exclusivos e personalizáveis de páginas online para captura de leads;
  • Painel de desempenho: gerencie todos os resultados de acessos e conversões de leads em um só painel;
  • Integrações: conecte o site da concessionária a outras ferramentas, como integradores de seminovos e gerenciados de leads;
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  • Encantamento de Leadsconte com treinamento em uma metodologia exclusiva de vendas pela internet criada para o varejo automotivo;
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Clique no banner abaixo para fazer download completo da pesquisa Brazil Dealerhip Benchmark:

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