Consumo mobile: o que isso muda na venda de carros on-line?

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A navegação mobile — ou seja, por dispositivos móveis — já se tornou a principal forma de pesquisa e aquisição de produtos e serviços em todo o mundo. No Brasil, o consumo mobile foi responsável por 55% das pesquisas on-line em 2017, contra 43% gerados por desktop e 2% por tablet.

Não é preciso dizer que as concessionárias digitais também precisam se preparar para aproveitar as oportunidades geradas por essa mudança.

De acordo com a pesquisa Autobuyers Path to Purschase 2017, 56% dos compradores de veículos fazem buscas por dispositivos mobile durante a jornada de compra. São realizadas, em média, 7.3 buscas on-line somente pelo celular, contra 4.9 buscas não-mobile.

O setor automotivo, além disso, ocupa o 6º lugar entre as indústrias que mais tiveram pesquisas on-line iniciadas por dispositivos móveis, segundo a SemRush. O automotivo foi responsável por 62% das  buscas.

Aqui no Brasil, o celular já é o principal meio de acesso à internet. Um em cada cinco domicílios brasileiros tem acesso à internet sem ter um computador, de acordo com pesquisa do Comitê Gestor da Internet no Brasil. Ainda de acordo com o estudo, metade dos brasileiros que usam a internet o fazem por smartphone.

São todos números bastante expressivos. Mas o que eles realmente significam para o processo de venda? Continue lendo se você quiser descobrir!

consumo mobile venda de veículos

1. O mobile influencia as vendas na loja

A mudança que o uso intenso dos smartphones trouxe para as relações de consumo vai além do que o simples aumento no número de vendas. O celular alterou os hábitos do compradores também na visita à concessionária.

De acordo com estudo feito pelo MindMiners, mesmo no ambiente da loja física, o smartphone ganha grande importância na decisão de compra.

67% dos participantes da pesquisa afirmaram já terem usado o smartphone dentro de uma loja física para comparar preços de um produto que queriam comprar.

MindMiners

Isso influencia diretamente a atuação do vendedor de veículos, que precisa ter agora uma nova abordagem, mais inovadora, dialogando com um consumidor que sabe muito bem das especificidades técnicas do que quer consumir.

Quando se trata de algo da importância de um carro, o nível de informação que o consumidor busca e consegue é ainda maior.

2. O mobile permite a segmentação de público

Além disso, por causa do grande alcance dos smartphones entre a população brasileira, a pesquisa na internet proporciona boas e diversas possibilidades de segmentação do público-alvo.

A segmentação mantém os custos de investimento em campanhas on-line baixo, otimizando o orçamento de marketing e fazendo com que a concessionária dialogue diretamente com o público desejado. E o melhor: no momento certo da jornada de compra.

Consegue-se, por exemplo, facilmente segmentar seu público entre potenciais compradores de SUVs e potenciais compradores de carros hatch.

Tudo isso faz parte de uma gigantesca onda de inovações na maneira como são ofertados serviços e produtos para os consumidores.

consumo mobile forma de comprar

3. O mobile transforma a comunicação

Agora, em nossos bolsos, temos acesso a uma vitrine global, em que quase tudo está a um clique de ser adquirido. Não apenas isso: nos informamos bem acerca de toda essa variedade.

Para qualquer que seja a indústria, não basta ter sites otimizados para dispositivos móveis. Uma mudança de mentalidade é necessária. Pode-se dizer que o mobile torna o ato final da compra algo meramente procedimental, e não o “pote de ouro”, como era tratado antes.

Isso porque o “pesado” do trabalho que leva o consumidor à compra foi feito antes, em processos e estratégias diversas. E é assim também na indústria automotiva, como veremos a seguir.

4. O mobile muda o setor automotivo

A IgnitionOne, por exemplo, identificou uma tendência crescente e relevante de marketing digital automotivo.

Ao passo que os leads em desktop diminuem, os leads advindos do mobile só crescem. De acordo ainda com a IgnitionOne:

“As conversões do consumidor via celular cresceram 25% mais no quarto trimestre do que nos primeiros três meses do ano. No decorrer de 2017, os leads provenientes de desktops entraram em declínio, caindo 15% em relação ao primeiro trimestre.”

Isso altera bastante a maneira como se cria uma estratégia de captação de leads. Mas em quê os profissionais de vendas, marketing e encantadores de leads devem estar atentos nessa mudança causada pela hegemonia do mobile?

Em primeiro lugar, é preciso estar ciente da importância do uso de dados numa estratégia de marketing.

“A tendência do tráfego observada no estudo cria uma oportunidade clara para os fabricantes aproveitarem seus dados proprietários (first party data) para a personalização de sites e de estratégia de mídia. Ao adaptar e personalizar suas páginas para a entrega de mensagens relevantes para os visitantes mais engajados, os fabricantes podem otimizar seus gastos, direcionando-o com maior precisão e aumentando as conversões ao longo do ano”.

Ignition One

E além de fornecer insights valiosos sobre como entregar o melhor serviço, possibilitar uma maior personalização e o contato direto com públicos-alvo diferentes e bem segmentados, os dados ajudam a prever o comportamento do mercado e dos consumidores.

Se as tendências de tráfego e engajamento relacionadas aos carros compactos, por exemplo, começam a diminuir dentro de um padrão, sua concessionária pode se antecipar a isso por meio do uso de dados.

“Os dados revolucionaram o marketing em vários mercados verticais voltados para o consumidor, e o automóvel não é exceção. Com o aumento do acesso aos dados de comportamento do consumidor, os profissionais de marketing estão preparados para entender melhor exatamente como seus clientes-alvo interagem e se engajam online com suas marcas e modelos através de múltiplos canais.”


Will Margiloff, CEO da IgnitionOne.

No entanto, a revolução trazida pelo mobile vai muito além dos dados.

Agora que os dispositivos móveis geram mais leads que desktop, investir em responsividade se torna ainda mais crucial. É preciso otimizar os sites e landing pages da concessionária para o rápido carregamento mobile, que tenha fácil usabilidade. Isso já envolve um bom trabalho em Experiência do Usuário(UX).

Como não poderia deixar de ser, a maior parte dos usuários pesquisam antes sobre o que desejam comprar no Google. Para que o seus site e landing pages estejam bem localizados quando acionadas as palavras-chave na pesquisa do Google, a otimização para mobile é dos passos mais importantes.

Nada disso pode ser feito de maneira isolada e dar certo. A responsividade de um site, por exemplo, influencia diretamente no trabalho de SEO.

É preciso analisar o comportamento do usuário. É aqui que os dados se tornam mais importantes para criar uma estratégia integrada.

Esse conjunto de estratégias aumenta a responsabilidade na hora de escolher um parceiro para soluções digitais. Explicamos mais sobre como escolher um fornecedor digital neste material especial.

Conclusão

O Mobile começa a se tornar uma hegemonia quando se trata de uso de internet. E isso provoca uma verdadeira revolução nas dinâmicas de consumo.

Isso afeta diretamente o segmento automotivo. É preciso montar estratégias precisas e inovadoras para gerar leads advindos do mobile, que já se tornaram a maior fonte de conversão.

Isso abre um leque de opções de áreas e profissionais nos quais você precisa investir. Especialistas em UX, SEO, Links Patrocinados, etc. Além disso, é essencial saber escolher bem os seus parceiros para montar uma estratégia digital.

Na AutoForce, a primeira plataforma de marketing digital voltada ao segmento automotivo da América Latina, existe um time de profissionais dois passos à frente do mercado quando se trata de inovação e conversão de leads mobile em clientes pagantes.

Agende uma reunião e saiba mais sobre que inovações de marketing digital podem ser implementadas na sua concessionária.