Todo mês, a fatura do Google Ads para concessionária chega com a mesma pontualidade. O relatório da agência vem junto, cheio de cliques, impressões e custo por lead. Os números parecem bons. Mesmo assim, na reunião comercial, ninguém consegue dizer quantos carros saíram daquela verba.

O vendedor reclama que os leads do Google são frios. A agência responde que entregou o volume combinado. E o gestor fica no meio, sem dado para decidir se aumenta, corta ou muda o investimento.

Esse impasse quase nunca vem de falta de verba ou de anúncio ruim. Na maioria das vezes, ele nasce na montagem do Google Ads para concessionária, em três decisões tomadas lá no começo: como as campanhas foram separadas, para onde o anúncio leva o cliente e o que a conta aprendeu a chamar de resultado. A terceira é a que mais custa caro, e é a que quase ninguém revisa.

Eu sou Tiago Fernandes, CEO da AutoForce, e estou aqui para te ajudar a promover a transformação digital na sua concessionária, revenda ou montadora. Então leia este artigo até o final e descubra como posso te ajudar hoje a obter mais resultados na sua operação. Não esqueça de se cadastrar em nossa newsletter e compartilhar este artigo com seus amigos pelo WhatsApp.

Como funciona o Google Ads para concessionária

A maior parte da mídia digital interrompe alguém que não estava procurando carro. No Google, o movimento é o contrário. A pessoa digita o nome do modelo, a versão, “seminovo automático até 80 mil” ou “revisão” seguida da marca. Ou seja, ela já está procurando. O anúncio aparece no momento em que a intenção existe.

Isso muda o papel do canal dentro do plano de mídia. O Google Ads para concessionária costuma ser melhor para capturar demanda do que para criar demanda. Ele não convence alguém a trocar de carro. Em vez disso, ele garante que, quando essa pessoa decidir procurar, a sua loja esteja entre as primeiras opções que ela encontra.

Por isso, a pergunta certa não é “quanto o Google me traz de lead”. A pergunta é “estou aparecendo para quem já está pronto para comprar o que eu vendo, na praça que eu atendo?”. E a praça varia muito de loja para loja. Tem concessionária que vende só para a cidade onde está, e tem revenda que já faz entrega do carro em outro estado. A estrutura das campanhas precisa refletir essa realidade, não um raio padrão.

Há ainda um ponto que pesa a favor do canal. O cliente que pesquisa carro costuma voltar ao Google várias vezes antes de decidir. Ele compara versão, procura avaliação, busca o endereço da loja e confere o horário. Consequentemente, a mesma pessoa pode cruzar com o anúncio da sua loja em momentos diferentes da jornada, e cada um desses momentos pede uma mensagem diferente.

O erro de origem: ensinar a conta a buscar o resultado errado

As campanhas atuais do Google usam lances automáticos. Na prática, isso quer dizer que o sistema aprende com as conversões que você informa e passa a procurar mais pessoas parecidas com quem converteu. É um mecanismo poderoso. No entanto, ele tem uma consequência que muita loja ignora: a conta vai buscar exatamente o que você disser que é resultado.

Se a única conversão configurada é “formulário enviado”, o sistema vai otimizar para formulário enviado. Ele não sabe que metade desses formulários veio de quem queria vaga de emprego, de quem digitou telefone errado ou de quem estava só curioso com o preço. Para a conta, todos são iguais. E, quanto mais desses leads frios chegam, mais o sistema procura gente parecida com eles.

É aqui que nasce a briga entre marketing e vendas. O marketing mostra um custo por lead baixo e crescente volume. O comercial vê uma fila de contatos que não respondem. Os dois estão certos sobre o que enxergam, porque cada um mede uma coisa diferente.

Por isso, antes de discutir verba, palavra-chave ou criativo, eu olho para a configuração de conversão da conta. Ela responde a uma pergunta simples: o que o Google acha que é sucesso na sua loja? Se a resposta for “qualquer formulário”, todo o resto do trabalho vai ser construído em cima de uma régua torta. Mais adiante, mostro como corrigir isso levando o dado de venda do CRM de volta para a conta.

Como estruturar o Google Ads para concessionária em cinco frentes

Uma conta organizada separa as campanhas pela intenção do cliente e pela linha de negócio, e não pelo gosto de quem montou. A separação importa porque cada frente tem custo, volume e taxa de conversão muito diferentes. Quando tudo fica misturado na mesma campanha, a verba tende a escorrer para onde o clique é mais barato, que nem sempre é onde a venda acontece.

Frente 1: marca e institucional

A primeira frente responde a quem já procura a sua loja pelo nome. Parece desnecessário pagar por um clique que viria de graça no resultado orgânico. Porém, é comum que concorrentes, portais e até outras lojas da mesma bandeira apareçam em anúncios quando alguém busca o nome de uma concessionária. Sem campanha de marca, o cliente que já tinha escolhido você pode clicar em outro lugar.

Essa campanha costuma ter custo por clique baixo e taxa de conversão alta. Por isso, ela distorce qualquer média se ficar misturada com as demais. Mantenha-a separada, com verba própria, e acompanhe a parcela de impressões que a sua marca está recebendo. Se ela cair, alguém está ocupando o espaço que era seu.

Frente 2: veículos novos por modelo

A segunda frente cobre as buscas por modelo e versão das marcas que a loja representa. O ideal é ter grupos de anúncios ou campanhas separados por modelo, com textos que falem do carro específico e levem para a página daquele carro. Quem busca a versão topo de um SUV não quer cair na página inicial e procurar sozinho.

Aqui vale uma conversa com a montadora. Muitas marcas têm regras de comunicação, de uso de nome e de preço anunciado para a rede. Além disso, algumas fazem mídia própria em busca. Alinhar o que a loja pode e deve anunciar evita disputar o mesmo leilão com a própria fabricante.

Frente 3: seminovos e estoque

A terceira frente é a dos seminovos, e ela tem uma particularidade. O estoque muda toda semana. Um anúncio que leva para um carro já vendido gera um clique pago e um cliente frustrado. Portanto, essa campanha precisa apontar para a página do estoque com filtros, ou para categorias (SUV, sedã, automático, faixa de preço), e não para um veículo específico que pode sair a qualquer momento.

As buscas de seminovo costumam vir com filtros na própria frase: faixa de preço, câmbio, ano, carroceria. Use isso a seu favor. Um anúncio que repete o filtro que a pessoa digitou (“SUVs automáticos revisados, com garantia da loja”) tende a ser mais relevante do que um texto genérico sobre a loja.

Frente 4: pós-venda e oficina

A quarta frente é a mais esquecida, e muitas vezes a de melhor retorno. Buscas como “revisão” seguida do nome do modelo, “troca de pastilha” ou “oficina da marca” mais o nome da cidade vêm de quem já tem o carro e precisa resolver algo agora. A intenção é alta, a concorrência costuma ser menor e o cliente que entra pela oficina pode voltar como comprador anos depois.

Essa campanha deve levar para uma página de agendamento, não para a vitrine de carros novos. E o lead dela precisa cair na fila do consultor de serviço, e não na do vendedor. Parece óbvio, mas é um erro frequente quando todos os formulários vão para o mesmo lugar.

Frente 5: Performance Max como complemento

A quinta frente é a Performance Max, o tipo de campanha em que o próprio Google distribui os anúncios entre Pesquisa, YouTube, Display, Gmail, Discover e Maps. Ela pode ampliar o alcance e encontrar clientes que as campanhas de pesquisa não pegariam. Contudo, ela depende muito da qualidade das conversões configuradas, porque tem menos controles manuais que uma campanha de pesquisa.

Minha recomendação é tratar a Performance Max como complemento, e não como ponto de partida. Primeiro, a loja organiza as campanhas de pesquisa e corrige a mensuração. Só depois, com conversões confiáveis, abre uma Performance Max separada por linha de negócio, com imagens e textos próprios para cada uma. Caso contrário, o sistema aprende rápido, mas aprende a coisa errada.

Estrutura de campanhas de Google Ads para concessionária
Estrutura de campanhas de Google Ads para concessionária

Palavras-chave, correspondência e lista negativa

No Google Ads para concessionária, a escolha da correspondência de palavra-chave pesa bastante. O Google trabalha com três tipos: ampla, de frase e exata. A correspondência ampla deixa o sistema mostrar o anúncio para buscas relacionadas que você não listou. Ela funciona melhor quando combinada com lances automáticos e boas conversões. Já a exata e a de frase dão mais controle, ao custo de menos alcance.

Qual a resposta certa?

Não existe resposta única sobre qual usar. O que existe é uma regra de convivência: quanto mais aberta a correspondência, mais importante é acompanhar o relatório de termos de pesquisa. Esse relatório mostra as buscas reais que acionaram seus anúncios, e não só as palavras que você cadastrou. É nele que aparecem as surpresas.

Numa conta de concessionária, essas surpresas costumam se repetir. Buscas por vaga de emprego e “trabalhe conosco”. Buscas por manual do proprietário em PDF. Pesquisas por miniatura, carrinho de controle remoto ou jogo. Procura por aluguel de carro, quando a loja não aluga. E pesquisas pelo nome do modelo seguidas de “problema” ou “defeito”, que às vezes interessam à oficina e quase nunca à venda de novos.

Cada um desses termos vira candidato a palavra-chave negativa. A negativa impede que o anúncio apareça para aquela busca. Uma boa prática é manter uma lista compartilhada de negativas para toda a conta e listas específicas por campanha. Por exemplo, “revisão” pode ser negativa na campanha de novos e, ao mesmo tempo, palavra-chave principal na campanha de oficina.

A rotina que eu sugiro é simples. Uma vez por semana, alguém abre o relatório de termos de pesquisa, ordena pelo custo e olha as vinte buscas que mais gastaram. Para cada uma, a pergunta é: um vendedor ficaria feliz de receber esse contato? Se a resposta for não, ela vira negativa. Em poucas semanas, essa limpeza costuma mudar a qualidade do que chega ao comercial.

Rotina de revisão de palavras negativas no google ads para concessionária
Rotina de revisão de palavras negativas no google ads para concessionária

Para onde o anúncio leva o cliente

No Google Ads para concessionária, um anúncio bem segmentado que leva para uma página ruim desperdiça o trabalho todo. E o erro mais comum é mandar todo mundo para a página inicial do site. O cliente que buscou um modelo específico precisa cair na página desse modelo. O que buscou seminovo automático precisa cair no estoque já filtrado. E o que buscou revisão precisa cair no agendamento.

A página de destino precisa responder rápido a três perguntas: é o carro (ou o serviço) que eu procurei? Quanto custa ou como é a condição? Como eu falo com alguém agora? Se o cliente precisar rolar a página inteira para achar o botão de contato, parte deles vai voltar ao Google e clicar no próximo resultado.

O formulário merece atenção especial. Cada campo a mais tende a reduzir o número de envios. Em contrapartida, um formulário curto demais entrega leads sem informação para o vendedor. O equilíbrio costuma estar em pedir nome, telefone e interesse, e deixar o resto para a conversa. Ao lado do formulário, o botão de WhatsApp atende quem prefere conversar a preencher.

É por isso que eu trato o site como o showroom digital da loja. É ali que o cliente vê o carro, compara versões e decide se vale a visita. Na AutoForce, construímos esse showroom no Autódromo, com páginas por modelo e por estoque prontas para receber tráfego pago e medir a conversão de cada uma. Seja qual for a ferramenta, o princípio é o mesmo: cada campanha precisa de uma página feita para ela.

Recursos de local e Perfil da Empresa no Google

Uma parte importante da busca automotiva tem componente geográfico. “Concessionária” mais o nome da marca e da cidade, “perto de mim”, “oficina” mais o bairro. Para essas buscas, os recursos de local do Google Ads ajudam muito. Eles mostram no anúncio o endereço, a distância aproximada, o telefone e o horário da loja.

Esses dados não são digitados no Google Ads. Segundo a Ajuda do Google, eles são extraídos diretamente do Google Maps e do Perfil da Empresa no Google. Ou seja, para usar recursos de local, a loja precisa ter o Perfil da Empresa correto e vinculado à conta de anúncios. Um endereço errado ou um horário desatualizado no perfil aparece também no anúncio pago.

Para grupos com várias unidades, vale um cuidado extra. Cada loja precisa ter o próprio perfil, com o endereço e o telefone daquela unidade. Assim, o cliente que busca a marca na cidade vizinha vê a loja certa, e o lead chega para o time certo. Quando todas as unidades usam o mesmo telefone central, a distribuição dos contatos precisa estar resolvida antes, ou o cliente espera enquanto a ligação é repassada.

Mensuração: como levar a venda do CRM de volta para o Google Ads

Na Fórmula 1, os engenheiros não ajustam o carro pelo que o piloto acha da volta. Eles ajustam pela telemetria: dados de cada curva, cada frenagem, cada troca de marcha. O Google Ads para concessionária precisa da mesma telemetria. E ela não está no Google. Está no CRM, onde fica registrado o que aconteceu com cada lead depois que ele chegou.

O Google oferece um recurso pensado para isso, chamado conversões otimizadas para leads. Funciona assim: quando o cliente envia o formulário, o site manda para o Google uma versão criptografada (com hash) do e-mail ou do telefone informado. Depois, quando esse lead avança no CRM, a loja importa de volta essa informação, também com hash. O Google cruza os dados e passa a saber quais cliques viraram oportunidades reais.

Na prática, a loja define algumas etapas que vão ser devolvidas ao Google. Uma sequência que funciona bem é esta: lead recebido, lead qualificado (respondeu e tem interesse real), visita ou test-drive agendado e venda. Cada etapa pode ter um valor diferente. Assim, o sistema aprende que uma visita vale mais que um formulário, e que uma venda vale mais que tudo.

Isso só funciona se o CRM estiver sendo preenchido. Se o vendedor não registra que o cliente visitou a loja, o Google nunca vai saber. Por isso, a mensuração não é um projeto só do marketing. Ela depende do comercial atualizar o status do lead, e de alguém conferir isso toda semana.

LGPD

Há também um cuidado legal. A Lei Geral de Proteção de Dados vale para os dados que o cliente informa no formulário. Embora o envio ao Google seja feito com hash, a loja precisa ter base legal para esse uso e informar isso na política de privacidade do site. Não sou advogado, e cada operação tem suas particularidades. Por isso, vale validar a configuração com o jurídico antes de ligar a importação.

O que cobrar no relatório da agência

Em muitas lojas, a gestão do Google Ads para concessionária fica com uma agência, e isso é perfeitamente razoável. O problema aparece quando o relatório mensal só traz métricas de mídia. Clique, impressão e custo por lead mostram que o dinheiro foi gasto. Eles não mostram se foi bem gasto.

Por isso, sugiro combinar com a agência, ou com o time interno, um relatório que responda a perguntas de negócio. O quadro abaixo é um ponto de partida.

Tabela guia

PerguntaIndicadorDe onde vem o dado
Quanto custa cada contato?Custo por lead, por campanhaGoogle Ads
Quantos contatos eram reais?Custo por lead qualificadoCRM
Quantos chegaram à loja?Custo por visita ou test-driveCRM
Quanto custa cada venda?Custo por venda, por campanhaCRM e financeiro
Estou perdendo espaço na minha marca?Parcela de impressões da campanha de marcaGoogle Ads
O que mudou na conta este mês?Lista de alterações e o motivo de cada umaAgência

A última linha costuma surpreender. Uma conta de anúncios muda o tempo todo: lances, palavras, textos, orçamentos. Pedir a lista das mudanças, com o motivo de cada uma, transforma o relatório em conversa de estratégia. E deixa claro quando uma queda de resultado coincidiu com uma decisão específica.

Um exemplo com números ilustrativos mostra por que isso importa. Imagine duas campanhas com R$ 10 mil de investimento cada. A primeira gerou 400 leads, a R$ 25 cada, e 4 vendas. A segunda gerou 100 leads, a R$ 100 cada, e 8 vendas. Olhando só o custo por lead, a primeira parece quatro vezes melhor. Olhando o custo por venda, a segunda saiu a R$ 1.250 por carro vendido, contra R$ 2.500 da primeira.

Esses números não provam, sozinhos, que a segunda campanha é a responsável pelas vendas. Preço, estoque, prazo de entrega, avaliação do usado e atendimento também influenciam o fechamento. Ainda assim, eles mostram onde olhar primeiro. E mostram o risco de cortar a campanha errada se a decisão for tomada só pelo custo por lead.

Quatro erros comuns no Google Ads para concessionária

Erro 1: uma campanha só para tudo

Novos, seminovos, oficina e marca dentro da mesma campanha, com o mesmo orçamento. O resultado costuma ser a verba concentrada no que tem clique mais barato, e não no que a loja mais precisa vender. Separar as frentes é o primeiro passo para conseguir decidir onde investir.

Erro 2: conversão configurada no clique do botão

Algumas contas contam como conversão o clique no botão de WhatsApp ou a visita à página de contato. São sinais úteis, mas não são lead. Quando entram como conversão principal, a conta passa a buscar gente que clica, e não gente que compra. Use esses sinais como conversões secundárias e deixe as principais para o lead e as etapas do CRM.

Erro 3: anúncio de estoque que já foi vendido

No seminovo, o carro anunciado some do pátio e o anúncio continua no ar. O cliente clica, não encontra o veículo e sai com uma impressão ruim da loja. Apontar as campanhas para o estoque filtrado, e não para carros individuais, resolve a maior parte desse problema.

Erro 4: ninguém responde o lead a tempo

O anúncio funcionou, o formulário chegou e o lead esperou horas pela primeira resposta. Nesse intervalo, ele provavelmente pediu cotação em outras lojas. Nenhuma otimização de campanha compensa um atendimento que não acompanha o volume. Defina um prazo interno de primeira resposta compatível com a capacidade do time, e só aumente a verba quando esse prazo estiver sendo cumprido.

Erros comuns no google ads para concessionária
Erros comuns no google ads para concessionária

Três níveis, conforme a estrutura da loja

Não existe uma configuração de Google Ads para concessionária que sirva para todas as operações. Uma revenda com um time pequeno não precisa, e nem consegue acompanhar, a mesma conta de um grupo com dez unidades. Por isso, sugiro escolher o nível pela capacidade real de acompanhamento, e subir só quando o anterior estiver rodando bem.

No nível inicial, a loja tem três campanhas de pesquisa: marca, a linha principal de vendas (novos ou seminovos) e oficina, se houver. A conversão principal é o envio de formulário, com WhatsApp e ligação como secundárias. Toda semana, alguém revisa os termos de pesquisa. E todo mês, o gestor cruza os leads de cada campanha com as vendas registradas no CRM, mesmo que seja numa planilha.

No nível intermediário, as campanhas de novos se dividem por modelo, e as de seminovos por categoria de estoque. Entram os recursos de local vinculados ao Perfil da Empresa. A loja também passa a importar ao menos uma etapa do CRM para o Google, como o lead qualificado. Além disso, o relatório mensal já mostra custo por venda por campanha.

No nível avançado, as conversões otimizadas para leads devolvem várias etapas do funil, cada uma com seu valor. A Performance Max entra como complemento, separada por linha de negócio. E marketing e comercial fazem uma reunião mensal para olhar juntos os números de cada campanha, da impressão até a venda.

Indicadores para acompanhar todo mês

Os indicadores do Google Ads para concessionária que mais ajudam a decidir são os que juntam mídia e venda. O custo por lead continua útil, mas como ponto de partida. A partir dele, a loja acompanha o custo por lead qualificado, o custo por visita ou test-drive e o custo por venda, sempre separados por campanha.

Ao lado deles, vale olhar a taxa de qualificação de cada campanha, ou seja, quantos dos leads recebidos eram contatos reais. E o tempo de primeira resposta dos leads que vieram do Google, porque ele afeta diretamente tudo o que vem depois.

Uma ressalva importante: esses números servem para comparar a loja com ela mesma, mês a mês, e uma campanha com outra dentro da mesma conta. Eles mostram onde olhar, mas não apontam a causa sozinhos. Um custo por venda que sobe pode vir da campanha, de um modelo em falta no estoque, de uma mudança de preço ou de um mês com menos vendedores. O número abre a conversa. A análise é que fecha.

Para transformar indicador em decisão, a rotina mensal pode ser curta. Por exemplo: a taxa de qualificação da campanha de seminovos caiu de um mês para o outro. O objetivo é voltar ao patamar anterior. A decisão pode ser revisar os termos de pesquisa das últimas semanas, conferir se a página de destino mudou e ouvir dois vendedores sobre o tipo de contato que está chegando. No mês seguinte, o número mostra se a decisão funcionou.

Plano de 30 dias para organizar a conta

Na primeira semana, faça o diagnóstico. Abra a conta e liste quais campanhas existem, quais conversões estão configuradas e qual delas é a principal. Em seguida, confira para onde cada anúncio leva. Ao mesmo tempo, peça ao comercial os leads do Google dos últimos três meses e marque quantos viraram venda. Esse cruzamento, mesmo feito à mão, já costuma mostrar onde está o problema.

Na segunda semana, reorganize. Separe as campanhas pelas frentes que fazem sentido para a sua loja, ajuste as páginas de destino e revise a configuração de conversão. Se cliques em botão estiverem como conversão principal, rebaixe-os para secundária. Monte também a primeira lista de palavras negativas a partir do relatório de termos de pesquisa.

Na terceira semana, conecte o comercial. Defina as etapas do lead no CRM, combine com o time de vendas o prazo de primeira resposta e quem atualiza cada status. Se a estrutura permitir, comece a configurar as conversões otimizadas para leads, com validação do jurídico.

Na quarta semana, leia os primeiros números e combine o novo modelo de relatório com a agência ou o time interno. Depois disso, a rotina semanal de termos de pesquisa e a reunião mensal de indicadores assumem o acompanhamento.

O Google Ads é o motor, a mensuração é o volante

Vendas online são como uma grande corrida automobilística. Vence aquela equipe que tem o melhor piloto, a melhor máquina e a melhor estratégia. No Google Ads, a máquina é a estrutura das campanhas e o site que recebe o clique. O piloto é o time que responde o lead. E a estratégia depende de um dado que só o CRM tem: o que aconteceu com cada cliente depois do clique.

Fazer Google Ads para concessionária dar resultado não exige uma conta gigante. Exige campanhas separadas por intenção, páginas feitas para cada uma, uma lista de negativas revisada toda semana e a venda voltando para a conta como sinal de sucesso. Quem lidera com dados, chega no pódio. Quem acha, quebra o motor.

Agora que você entendeu a importância de estruturar o Google Ads da sua concessionária, quer conectar suas campanhas ao showroom digital e ao CRM para enxergar o custo de cada venda? Chama o meu time [neste link] que ele vai te explicar detalhadamente.

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Sobre o Autor

Tiago Fernandes
Tiago Fernandes

Administrador, sócio-fundador e CEO da AutoForce.

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